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segunda-feira, 9 de abril de 2012

Dilma, o mapa e a fantasia









 
A presidenta Dilma recebeu ontem no Palácio do Planalto um mapa do Greenpeace com a radiografia das emissões de carbono da indústria do petróleo no Brasil. A publicação revela que por trás do "bilhete premiado" do petróleo, o pré-sal, há também uma bomba de carbono, que não pode ser ignorada nem considerada apenas uma "fantasia" de ambientalista.
Com o incremento da indústria do petróleo no país, estaremos também diante de uma curva ascendente de emissão de gases do efeito estufa. O estudo mostra que, impulsionado pelas reservas do pré-sal, em 2020, o Brasil produzirá 6,09 milhões de barris de petróleo por dia, o que representará 955,82 milhões de toneladas de CO² na conta de emissões mundiais - um crescimento de 197% comparado aos números atuais. Essas emissões podem consolidar o Brasil na incômoda posição de estar entre os três maiores emissores globais de gases do efeito estufa.
Às vésperas da Rio+20, a presidenta Dilma precisa decidir se o Brasil vai exercer o papel de liderança, como pretende, ou se vai manter o modelo de desenvolvimento do business as usual. Dilma tem agora em mãos um mapa da indústria petrolífera brasileira e suas emissões e pode utilizá-lo para repensar o peso do petróleo na nossa matriz de combustível e na matriz energética.
Se em seu discurso a presidenta reconhece a importância das questões climáticas e a necessidade de considerar o "clima" como um tema transversal a outros assuntos, então que seu governo ponha em prática políticas que estimulem de fato inovação tecnológica. O governo investe apenas 0,61% do PIB em inovação e a indústria - setor que afirmou ontem no Planalto que não será possível cumprir a meta de 5% de redução de emissões até 2020 - investe apenas 0,55%. Esses números estão muito aquém do desejável e do possível.
Impulsionar novas fontes renováveis de energia, garantir a qualidade da água, aumentar a proteção das florestas, investir em cidades sustentáveis e em tecnologias mais limpa e segura não é fantasia. Se o Brasil que propor na Rio+20 um novo paradigma de crescimento que não pareça etéreo e fantasioso, isso só será possível se a utopia da sustentabilidade for ouvida. Crescer, incluir, proteger e conservar é um mantra possível se os pilares da proteção e conservação forem de fato respeitados.
*Renata de Camargo é coordenadora de Políticas Públicas do Greenpeace


sábado, 15 de outubro de 2011

Índios suruí apostam no mercado de carbono para conservar sua terra em RO

Posted on 14 14America/Cuiaba outubro 14America/Cuiaba 2011 by jackzennectoux Índios da etnia suruí, em Rondônia, começam a investir na venda de créditos de carbono. Eles utilizam a internet para divulgar o trabalho de preservação de sua reserva. Visite o site do Globo Rural De qualquer parte do planeta é possível ver a terra indígena Sete de Setembro, que pertence ao povo suruí e fica na divisa entre Rondônia e Mato Grosso. Técnicos do Google reproduziram no computador tudo que tem na floresta. Pela internet, o usuário pode fazer um tour pelas árvores e ver o que os suruís estão fazendo. Enquanto caminha no meio da floresta, o índio carrega na mão um celular com sistema localizador GPS. Seis aparelhos foram doados no ano passado para o projeto. Com outra ferramenta, os índios da etnia suruí fazem o levantamento da biomassa. “Avanço bastante nosso trabalho relativo à biomassa. A tecnologia está ajudando bastante ao trabalho relativo ao campo. A gente pensou que ia levar mais tempo”, diz Naraymi Suruí, coordenador do projeto. Ao mostrar a floresta para o mundo os índios podem divulgar o que estão fazendo para conservar a área. Com isso, será possível vender créditos de carbono para financiar projetos sociais e ambientais nas aldeias. Simplificadamente, o crédito de carbono é uma compensação em dinheiro paga por empresas de qualquer parte do mundo que emitem carbono na atmosfera para uma pessoa ou grupo de alguma forma conservar a natureza. O Projeto Carbono Suruí utiliza duas formas de compensação: o seqüestro de carbono propriamente dito, por reflorestamento, e o desmatamento evitado e conservação de estoques de carbono através da redução do desmatamento e degradação florestal. Os recursos recebidos vão para o Fundo Carbono Suruí. Técnicos do Idesam, o Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável do Amazonas, acompanham o processo. “Eles aprenderam muito rápido. Pegaram muito rápido a forma de utilizar o aparelho”, explicou Heberton Barros, engenheiro florestal do Idesam. O projeto começou a ser desenvolvido em 2007, com o reflorestamento. A criação do fundo indígena pode ser mais um passo para ajudar os suruís a conservar a região em que vivem. http://www.globoamazonia.com/Amazonia/0,,MUL1639800-16052,00-INDIOS+SURUI+APOSTAM+NO+MERCADO+DE+CARBONO

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