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sexta-feira, 23 de julho de 2010

Enc: Oceanos- Origem da Vida



--- Em qui, 22/7/10, jacqueline nectoux <jackzennectoux@hotmail.com> escreveu:

De: jacqueline nectoux <jackzennectoux@hotmail.com>
Assunto: Oceanos- Origem da Vida
Para: "Jacqueline Da Silva Nectoux" <jackzennectoux@yahoo.com.br>
Data: Quinta-feira, 22 de Julho de 2010, 21:23








OCEANOS - ORIGEM DA VIDA AMEAÇADA DE MORTE

Matéria publicada n° Informativo no 19 maio / junho de 1998

Texto de Marcelo Szpilman*

Fontes: Gazeta do Povo, 07/12/97 (pág. 08), O Estado de São Paulo, 18/01/98 (pág. D-2) e Jornal do Brasil, 01/03/98 (pág. 06).
" É curioso que o mar, de onde a vida surgiu, esteja agora sendo ameaçado pelas atividades de uma das formas da mesma vida. Mas, embora alterado de maneira sinistra, o mar continuará a existir, a ameaça maior é contra a própria vida."
Tirado do clássico O Mar ao Nosso Redor de Rachel Carson (1907 - 1964), bióloga e historiadora natural norte-americana.
A teoria clássica sobre a origem da vida na Terra estima que há 4 bilhões de anos surgiram os primeiros organismos vivos __ bactérias que se desenvolveram nas profundezas oceânicas. Foram elas, as precursoras de todas as formas de vida que se seguiram e foram surgindo em nosso planeta. Ainda hoje, bactérias primitivas se alimentam da matéria inorgânica que flui do interior da Terra, demonstrando a persistência da vida. Apesar de os mares e oceanos terem sido o berço da vida e representarem sistemas imprescindíveis para a sua manutenção, as cargas de poluição e violentação ambiental contínuas e crescentes que eles vêm sofrendo ameaçam provocar conseqüências imprevisíveis. A idéia dos oceanos como recursos infinitos é parte de um legado religioso e pré-científico que não mais se sustenta. No segundo Congresso Internacional de Oceanografia realizado em Lisboa, em fins de 1994 __ 30 anos depois do primeiro e um precursor da Expo 98, comemoração do Ano Internacional dos Oceanos __, pesquisadores de todo o mundo expuseram a dimensão dessa ameaça, particularmente em relação às regiões costeiras. As zonas litorâneas e costeiras são o habitat onde se desenvolvem a quase totalidade das espécies marinhas e representam um espaço de interação vital com a zona pelágica (alto mar).

Produtividade

A base da vida em nosso planeta é a incidência da energia solar sobre os oceanos, criando condições para a fotossíntese se realizar através do fitoplâncton, primeiro elo da cadeia alimentar. Dados levantados pela Universidade de Harvard demonstram que 20% da produção vegetal dos oceanos se concentra em 9,9% da área localizada sobre a plataforma continental (zonas litorâneas e costeiras). Nessas regiões de interação com a terra estão as áreas marinhas mais férteis. As águas salobras dos estuários dos rios, mangues, lagoas e banhados salgados têm uma produtividade de matéria orgânica por metro quadrado maior do que qualquer outro habitat do planeta. A região costeira é a verdadeira fonte de nutrientes dos oceanos. Quanto mais nos afastamos da costa, menos comida estará disponível para a manutenção da vida __ o meio dos oceanos pode ser descrito como um "deserto biológico". Dados da FAO (Fundo das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura) indicam que 90% da pesca comercial marinha se dá na chamada zona nerítica (a terça parte dos oceanos que fica próximo da terra). Os estuários, mangues e as terras alagáveis, devido a sua extrema abundância de alimentos, são os berçários de inúmeras espécies de peixes, crustáceos e moluscos. Cerca de dois terços de todas as espécies comerciais de peixes passam as primeiras etapas de suas vidas nessas águas, antes de migrarem para as regiões mais afastadas.

Destruição

A poluição dos oceanos e mares é um problema localizado em escala global, pois a introdução de poluentes é normalmente pontual __ estão restritos às zonas costeiras que são utilizadas pelo homem em suas atividades. Apesar de sua importância estratégica para a vida nos mares e a sobrevivência da humanidade, as áreas costeiras são as mais afetadas por cargas poluidoras originárias dos continentes: esgotos domésticos e industriais, pesticidas agrícolas, resíduos tóxicos de lavagens de porões de navios e de mineração, derramamentos de petróleo, lançamento de lixo e diversas outras formas. Sem falar na destruição de mangues e áreas costeiras, aterrados para a construção de empreendimentos imobiliários. O homem ainda não conseguiu poluir todos os oceanos, já que os utiliza mais como meio de transporte. No entanto, como os processos vitais dos mares estão em grande parte concentrados nas águas costeiras, que concentram maior atividade biológica, quaisquer pertubações nestas regiões acabam causando um efeito desmedido em todo os oceanos.

Esgotamento

Essas conseqüências já estão se manisfestando com a tendência de queda de capturas na pesca comercial, indicando esgotamento da maioria das áreas pesqueiras. Dados da FAO revelam que entre as décadas de 50 e 70 a pesca cresceu a uma taxa de 6% ao ano, contra apenas 2,3% nas duas últimas décadas __ incluindo a aquacultura __ após atingir um pico de 86 milhões de toneladas de pescado em 1989. Onze das quinze maiores áreas de pesca do mundo estão em declínio acentuado. A captura nos mares peruanos, um dos mais produtivos do mundo, despencou de 12 para 2 toneladas em um período de apenas três anos. O esforço de pesca exagerado em relação à disponibilidade de peixes __ modernização dos equipamentos e aumento no número e tamanho dos barcos, aumentando a capacidade para capturar cardumes em mar aberto __ e a exploração descontrolada dos recursos marinhos estão colocando no limite ou ultrapassando a capacidade de renovação da fauna e da flora dos mares. Além de ter-se hoje uma pesca tão sofisticada a ponto de não dar ao peixe a mínima chance de escapar ao cerco, há um excesso de barcos pesqueiros em relação ao potencial de captura disponível. Cerca de 69% das principais espécies de peixes comerciais estão com seus estoques naturais escasseando. Na última década, as populações de algumas espécies de tubarões pescadas em todos os oceanos, já foram reduzidas em 80%. O volume pescado de bacalhau do Atlântico caiu 69% entre 1968 e 1992. A pesca no Mar do Norte corre o sério risco de entrar em colapso. A exploração das 14 principais espécies de esturjão (que produzem 90% do caviar mundial), encontradas nos mares Cáspio e Negro, já chegou ao seu limite.

"Pulmão do mundo"

Além de representar uma fonte particularmente importante de alimentos __ respondem por 16% da oferta de proteína animal em todo o mundo __, sem falar nas riquezas depositadas em seu leito (há mais petróleo nas bacias sedimentares da região de Campos, no estado do Rio, do que em todo o território nacional) e nas substâncias extraídas dos organismos marinhos, utilizadas na produção de remédios, cosméticos e diversos produtos industrializados, os oceanos são os maiores produtores de oxigênio e consumidores de gás carbônico do planeta. São, eles sim, o verdadeiro "pulmão do mundo", ao contrário do que se propaga sobre a Amazônia. O mecanismo de absorção do CO2 faz com que o gás carbônico __ um dos principais agentes do efeito estufa __ absorvido pelo fitoplâncton se precipite para as grandes profundidades, demorando séculos para retornar à atmosfera. Assim, as massas oceânicas exercem um mecanismo fundamental no controle de um processo que, se alterado drasticamente, pode representar o maior desastre ambiental da história da humanidade. As estimativas são de que os oceanos e mares contenham mais de 20 vezes a quantidade de CO2 em comparação com todas as florestas e outras biomassas terrestres. Investigado pelo homem desde os tempos remotos, os oceanos não esgotaram seus mistérios. O descaso e, na maior parte das vezes o desconhecimento, fazem com que o berço de onde a vida se originou esteja, agora, seriamente ameaçado pela morte.

1988 - Ano Internacional dos Oceanos



A partir de 22 de maio deste ano, durante 132 dias, será realizada em Lisboa, como parte das comemorações do Ano Internacional dos Oceanos, a Expo 98. Última grande exposição mundial do milênio, terá como tema a necessidade de preservar os oceanos como um crucial e delicado patrimônio da humanidade. Portugal, que nos séculos 15 e 16, foi o centro do império que desbravou e dominou os mares, foi quem conseguiu junto à ONU que 1988 fosse o Ano Internacional dos Oceanos. Por isso, irá sediar a Expo 98, onde se espera a presença de cerca de 15 milhões de pessoas do mundo todo. A Expo 98 terá cinco pavilhões centrais. No Pavilhão dos Oceanos um gigantesco aquário recriará a estonteante diversidade da vida em quatro diferentes ambientes marinhos: recifes de coral do Índico, florestas submersas do Pacífico, a costa dos Açores no Atlântico e os gélidos mares antárticos. A fauna marinha terá um total de 15 mil exemplares de 200 espécies diferentes. Os outros pavilhões são: do Conhecimento dos Mares, da Utopia, do Futuro e de Portugal. Além disso, duas áreas internacionais abrigarão os módulos dos países participantes. Uma comissão internacional, da qual participarão 155 países, entre eles o Brasil, se reunirá para debater sobre o tema e propor medidas de conscientização da população mundial sobre as agressões ambientais. Nela, cada país participante será convidado a acertar as contas com seus mares. Está prevista a divulgação de um documento final propondo uma série de medidas globais para, pelo menos, amenizar problemas como a poluição e a pesca predatória..


* Marcelo Szpilman é Biólogo Marinho, Diretor do Instituto Ecológico Aqualung, Editor do Informativo do Instituto e autor dos livros Guia Aqualung de Peixes e Seres Marinhos Perigosos.









 
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