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terça-feira, 26 de outubro de 2010

WWF Brasil - Gestão das Águas: Consórcio Lagos-São João vira Agência da região dos Lagos, no RJ

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WWF Brasil - Espécie do mês

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1.200 espécies novas da Amazônia apresentadas no Japão

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Desmatamento tem que parar: Um apelo do pescador acreano José Amaro

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Economia e conservação no Cerrado

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Giovana Schena Giovanella - Bebe Johnson's - Imagem

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sexta-feira, 22 de outubro de 2010

O Rio Grande do Sul Perde 54% da sua Área Original / Pampa

Pouco valorizado, Pampa perde 54% de sua área original


Por ser o mais recente bioma do Brasil, o Pampa ainda é pouco valorizado e já perdeu mais da metade de sua área original e diversas espécies típicas da fauna e flora gaúcha, por conta de atividades agropecuárias insustentáveis

Apenas no ano de 2004, o Pampa – que, no Brasil, é restrito ao Estado do Rio Grande do Sul – foi reconhecido oficialmente como bioma pelo IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística e, também, pelo MMA – Ministério do Meio Ambiente. No entanto, apesar de ser um bioma recente, o Pampa já sofre com o problema da devastação ambiental e perdeu 54% de sua área original.




A destruição intensa da biodiversidade da região tem, apenas, um culpado: o desmatamento, que é praticado no bioma para possibilitar a realização de atividades agropecuárias insustentáveis. Entre as mais comuns estão a produção de papel e arroz e a pecuária intensiva, que acontecem, principalmente, na cidade de Alegrete, segundo levantamento feio pelo Ibama.



O alto índice de devastação estaria relacionado ao recente reconhecimento do Pampa como bioma. De acordo com o MMA, isso faz com que as pessoas não o valorizem como deveriam e, ainda, pensem que, por ser um bioma novo, ainda há muito para devastar sem grandes consequências.



PERDA DE BIODIVERSIDADE É PREOCUPANTE

O ritmo de devastação do Pampa ainda é o menor entre os biomas brasileiros. A região perde, em média, 364 km² anualmente, enquanto a Amazônia, por exemplo, perde 18 mil km² no mesmo período. Ainda assim, o MMA considera a perda da biodiversidade na região preocupante e digna de atenção, já que o Pampa possui uma grande quantidade de espécies da fauna e flora que são exclusivas do bioma.



No total, são quase 4 mil espécies típicas da região gaúcha, sobretudo vegetais – sem contar a biodiversidade que ainda é desconhecida pelos pesquisadores. Recentemente, por exemplo, foram descobertos novos tipos de peixes e crustáceos nos corpos d’água da região dos campos do Rio Grande do Sul.



A conservação de toda essa biodiversidade do Pampa traria, além dos já conhecidos benefícios da conservação da fauna e flora, uma outra vantagem: a garantia da manutenção das áreas de recarga do aquífero Guarani, que é um reservatório de água importantíssimo para os países do Mercosul (para saber mais, leia a reportagem Aquífero Guarani e a água do Mercosul).



Apesar disso, a proteção da biodiversidade do bioma ainda não é prioridade no Pampa. Segundo dados do governo do Rio Grande do Sul, apenas 3,6% das áreas do bioma consideradas prioritárias estão sob algum tipo de proteção. Para amenizar a situação, o MMA e o ICMBio – Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade realizaram alguns estudos técnicos e se comprometeram a criar três novas unidades de conservação na região. Além disso, o governo ainda quer incentivar outras iniciativas que considera importantes para a preservação do bioma, como o turismo ecológico e a pecuária extensiva, que é típica da cultura gaúcha e contribui para a manutenção e conservação da vegetação local.

Curiosidade do Continente Africano/Natureza

Davi e Golias


Descubra como os elefantes africanos, maiores animais terrestres do mundo, podem ser derrotados por formiguinhas de apenas 5 mg – e como elas se tornaram grandes defensoras de um tipo de acácia na savana africana.

Davi e Golias

Por: Manuela Andreoni



Publicado em 02/09/2010
Atualizado em 02/09/2010





Enquanto as formigas protegem as acácias do apetite dos elefantes, as árvores oferecem secreção de néctar para alimentá-las e abrigo entre seus espinhos (foto: Rob Pringle).



Que elefante tem medo de rato, nossa cultura de desenho animado permite saber. Agora, medo de formiga? Pois é, tamanho não é mesmo documento. Os zoólogos Jacob Goheen e Todd Palmer acabaram de demonstrar, em estudo publicado na revista americana Current Biology, como, nas savanas africanas, os maiores elefantes do mundo (Loxodonta africana) não comem as acácias em que vivem formigas.



“Parece que elefantes simplesmente não gostam de formigas passeando por dentro de suas trombas, e eu não posso dizer que os condeno por isso”, brinca Palmer, do Centro de Pesquisa Mpala, no Quênia, e da Universidade da Flórida, nos Estados Unidos, que estuda o assunto há 15 anos.



"Parece que elefantes simplesmente não gostam de formigas passeando por dentro de suas trombas"Segundo ele, por mais que a pele desses animais seja bastante dura, o interior das trombas é bem frágil. Como é com seus compridos ‘focinhos’ que esses mamíferos se alimentam, eles se tornam vulneráveis a insetos. “É o calcanhar de Aquiles deles”, completa o biólogo.



É raro encontrar um predador digno de um elefante africano. Recentemente, o documentário Planeta Terra, da BBC, mostrou como apenas os leões Savuti são especialistas em atacá-los.



O estudo dos zoólogos americanos foi elaborado quando eles notaram que, entre todas as plantas da savana, coalhada de elefantes, as únicas das quais os enormes mamíferos não chegavam perto era as Acacia drepanolobium (em inglês, Whistling Thorn, algo como espinho assobiante).


Formigas


Seja qual for a planta anfitriã, as formigas agressivas protegem-na dos enormes elefantes (foto: Todd Palmer). A hipótese levantada pelos dois era que as formigas que ali habitavam – dos tipos Crematogaster mimosae, C. nigriceps, C. sjostedti e Tetraponera penzigi – tinham algo a ver com a história. Elas são espécies bastante agressivas e não podem se encontrar sem que uma destrua a outra.



Para comprovar a suposição ao estilo Davi e Golias, Palmer e Goheen retiraram as formigas das árvores. Sem as guardiãs, que pesam apenas 5 mg, os maiores animais terrestres do mundo atual – que podem ter entre seis e nove toneladas – passaram a degustar livremente a nova iguaria da savana.



A experiência contrária também foi testada. Quando colocadas em plantas que normalmente fariam parte da dieta dos elefantes, as formigas mais uma vez estragaram a festa.



“Os elefantes as evitaram como crianças evitam brócolis”, comentou Palmer sobre o experimento, ressaltando que isso não ocorre com outros herbívoros gigantes – como a girafa.




Elefante




Os elefantes podem até pesar suas nove toneladas, mas as formiguinhas de 5 mg os atacam no ponto fraco: suas trombas, com interior muito sensível (foto: Jake Goheen).

Impacto no ecossistema

Apesar de os elefantes não estarem ameaçados de extinção, sua situação é considerada vulnerável. No entanto, de acordo com os pesquisadores, sua presença maciça causa um belo estrago no ecossistema dos planaltos quenianos, devido à destruição de plantas. Em média, um elefante consome 250 kg de alimento por dia.



A presença maciça dos elefantes causa um belo estrago no ecossistema dos planaltos quenianos, devido à destruição de plantasO estudo lembra que, em momentos em que a população do animal baixou tanto que eles chegaram a ser considerados espécies em perigo de extinção, as paisagens tipicamente abertas das savanas se tornaram praticamente florestas.



Ou seja, as pequenas formigas guardiãs são colaboradoras do equilíbrio do ecossistema da região. Pelo que os pesquisadores demonstraram, o número de acácias e formigas de um local não diminui com a presença de elefantes.



“A cobertura por árvores regula fortemente os processos do ecossistema, incluindo armazenamento de carbono, dinâmica de cadeia alimentar, circulação de nutrientes e relações do solo com a água. Sendo assim, esses pequenos guardiões provavelmente geram poderosos efeitos indiretos em grandes escalas de tempo e espaço”, escrevem os pesquisadores.



As formigas tampouco escolheram as árvores protegidas à toa. Há uma relação de simbiose entre elas e as acácias da savana. Enquanto os pequenos insetos protegem as plantas de herbívoros, as árvores provêm néctar, uma secreção doce, para as guardiãs. Além disso, as plantas oferecem abrigo em seus bulbos espinhosos para as formigas.



Segundo Goheen, autor principal do estudo, os próximos passos da equipe serão determinar o motivo pelo qual a simbiose entre as formigas e as acácias não acontecem em territórios arenosos. Além disso, os cientistas pesquisam os papéis de outros elementos, como queimadas e chuvas, no ciclo de vida das árvores na savana.

Diversidade que se respira

Info Diversidade que se respira


Um grupo de cientistas pede mudança radical na forma de proteger a biodiversidade: ela deve ser reconhecida como um bem comum global e incorporada às políticas públicas e ações econômicas como um benefício coletivo do qual não se pode prescindir.

Diversidade que se respira 

Por: Júlia Dias Carneiro



Publicado em 09/09/2010
Atualizado em 09/09/2010





Revoada de aves no Pantanal, região dona de uma rica biodiversidade no Brasil: a consciência do valor da conservação deve permear políticas públicas nacionais e regionais (foto: Denis Gustavo – CC BY-NC-ND 2.0)



Às vésperas do 10º encontro dos países signatários da Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB), que terá sua próxima reunião para revisão de metas em outubro, no Japão, um grupo de pesquisadores se juntou para pedir uma revisão profunda na maneira como se encara e protege a biodiversidade no mundo.



De acordo com as reivindicações apresentadas em um artigo Science desta semana, os cuidados não devem pautar apenas ações de ambientalistas ou grupos conservacionistas, mas permear políticas governamentais, crescimento econômico e ações da sociedade.



Os cuidados não devem pautar apenas ações de ambientalistas ou grupos conservacionistas“Apesar dos esforços globais crescentes de conservação, a biodiversidade continua em declínio”, diz Michael Rands, diretor da Iniciativa de Conservação de Cambridge, na Inglaterra, e autor principal do artigo.



“Se quisermos produzir qualquer impacto, é essencial que passemos a ver a biodiversidade como um bem coletivo global que oferece benefícios como ar limpo e água fresca, e que esta visão esteja integrada não apenas nas políticas, mas também na sociedade e nas decisões cotidianas dos indivíduos”, considera.



A biodiversidade é definida pelo artigo como “a variedade de genes, espécies e ecossistemas que constituem a vida na Terra”, e nos oferece uma série de “serviços essenciais” – da comida à madeira, da regulação climática à polinização.



Em pleno ano internacional dedicado ao tema, o artigo reconhece que a preocupação a respeito no mundo é crescente e enumera medidas e políticas nacionais e internacionais que vêm sendo formuladas para protegê-la desde 1992 – quando a CDB foi assinada no Rio de Janeiro, durante a Eco-92.

Polinização



Uma abelha em plena polinização, um dos serviços ‘gratuitos’ oferecidos pela natureza e dos quais se beneficia a agricultura: cortesia da biodiversidade (foto: Wikimedia Commons/ Mgimelfarb) Entre os exemplos citados estão ações para proteger espécies ameaçadas, restaurar hábitats e oferecer incentivos econômicos como contrapartida à conservação, bem como o ritmo constante de criação de áreas de proteção ambiental – que aumentam em média 2,5% ao ano e, em 2006, já somavam 24 milhões km².



As medidas, porém, não têm sido o bastante para conter o declínio da biodiversidade. E fatores de pressão continuam a aumentar. Os principais enumerados são a superexploração de espécies, a poluição, as mudanças climáticas e, sobretudo, a degradação, fragmentação e destruição de hábitats.



As medidas de conservação não têm sido o bastante para conter o declínio da biodiversidadeCerca de 70% dos países continuam expandindo as áreas destinadas à agricultura, e terras cultiváveis passam a ser visadas também para gerar biocombustíveis e óleos vegetais.



“A biodiversidade terrestre restante é crescentemente confinada a retalhos fragmentados separados pela expansão de áreas de cultivo, infraestrutura e desenvolvimento residencial e industrial”, enumeram os pesquisadores.


Floresta


A Hoh Rain Forest, floresta temperada protegida dentro do Olympic National Park, nos Estados Unidos. A criação de áreas de proteção é uma das medidas importantes para a conservação da biodiversidade (Wikimedia Commons/ Malonecr7 – CC BY-SA 3.0) Terreno brasileiro

O Brasil não é citado no artigo, que contempla o panorama mundial da biodiversidade. Mas o país é certamente um dos alvos da mensagem. Uma das autoras, Valerie Kapos, do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) e da Universidade de Cambridge, vê grandes progressos na conservação da biodiversidade brasileira, citando por exemplo a redução dos índices de desmatamento na Amazônia e a criação de novas áreas de proteção.



"Formuladores de políticas públicas têm que reconhecer a importância da biodiversidade como um bem comum"“Porém, como todo país em desenvolvimento, o Brasil tem que lutar para equilibrar as demandas por terra e recursos para o desenvolvimento com as necessidades e prioridades para a conservação da biodiversidade”, diz Kapos à CH On-line.



“Um fator importante para chegar a esse equilíbrio é que formuladores de políticas públicas reconheçam a importância da biodiversidade como um bem comum, e incluam este reconhecimento e as suas implicações em suas políticas.”



De acordo com Kapos, outro desafio para o Brasil é que essa atitude seja amplamente incorporada por diferentes instituições e níveis de governo. Só assim teriam impacto local, alcançando diferentes regiões do país.



“É importante que pessoas que tomam decisões em todos os níveis reconheçam a importância e o valor da biodiversidade, bem como seu papel para o desenvolvimento do país”, diz ela.



Enquanto a conscientização sobre a importância da Amazônia aumentou desde a Eco-92, ainda é preciso alcançar reconhecimento semelhante para sistemas como o cerrado, ameaçado pela agricultura. “A importância desses sistemas tem que ser reconhecida pelas políticas nacionais e locais”, frisa Kapos.


Peixe-boi


Peixe-boi com o filhote, um dos animais amazônicos ameaçados de extinção (foto: Gaylen Rathburn, U.S. Fish and Wildlife Service) Para além de 2010

Além de fazer um balanço sobre as metas da biodiversidade traçadas até 2010, a próxima conferência da Convenção Sobre Diversidade Biológica no Japão deve traçar um novo plano estratégico com uma visão para 2050, além de metas a serem alcançadas até 2020. Para os autores do artigo, seria um momento oportuno para estabelecer as três prioridades que sugerem.



A primeira delas é a ideia de que a biodiversidade deve ser administrada como um bem público, com escolhas coletivas e uma maior consciência de seu valor econômico. Isso inclui estimar valores associados à conservação mas, sobretudo, pensar em incentivos e ações que promovam uma mudança de comportamento.



De acordo com os autores do artigo, economistas deveriam trabalhar mais perto de conservacionistas e formuladores de políticas públicas para promover um “comportamento mais amigável à biodiversidade”.

Corais



Uma estrela-do-mar azul repousa sobre um coral, um dos mais ricos agregadores da biodiversidade marinha (foto: Richard Ling – CC BY-SA 3.0) As duas outras prioridades seriam integrar a biodiversidade às decisões tomadas em âmbitos público e privado e criar condições para implementar as políticas concretamente.



“A preocupação pela biodiversidade não pode estar restrita ao ministério do meio ambiente de uma nação, e sim estender-se por todos os setores do governo, como o tesouro, a indústria e a defesa”, aponta o grupo.



De acordo com o artigo, ainda estamos longe de incluir a biodiversidade entre nossas medidas convencionais de bem-estar, que permanecem focadas em uma noção mais estrita de crescimento econômico, concentrada na criação de riqueza e em projeções de PIB por país.



“A transição para a sustentabilidade não será fácil, mas é central para assegurar um futuro para a biodiversidade”, escrevem.



Isso implica não apenas mudar os padrões de produção e consumo atuais, mas também reconhecer que o desenvolvimento vem escorado por ecossistemas funcionais e pela biodiversidade.



“Este é o ano em que governos, empresas e a sociedade civil poderiam decidir levar a sério o papel central da biodiversidade para o bem-estar e a qualidade de vida humanos, e investir em proteger o fluxo sustentável dos bens comuns da natureza para gerações presentes e futuras”, conclui.

Os trabalhos se voltam agora para a exposição das células a mercúrio, cobre, chumbo e outros poluentes

Info Vida aquática X resíduos industriais


Projeto reúne laboratórios de vários países para avaliar os efeitos da poluição industrial em ambientes aquáticos. Tecnologias de ponta são empregadas para analisar riscos de contaminação da fauna que vive nesses ambientes.



Por: Guilherme de Souza
Vida aquática X resíduos industriais 


Publicado em 28/09/2010
Atualizado em 28/09/2010





Um peixe morto boiando em águas poluídas. Resíduos industriais despejados na natueza podem permanecer no meio ambiente por décadas, ameaçam organismos aquáticos e representam um risco também para pessoas que se alimentam deles (foto: Kenn Kiser).



Em tempos de conscientização ecológica, despejar resíduos industriais diretamente na natureza é quase um pedido de reprovação pública. Mas, ainda que o processo seja interrompido, grande parte dos compostos já lançados sem tratamento pode permanecer no meio ambiente por meses, anos ou até décadas.



Muitos organismos sofrem com substâncias tóxicas e são um risco para as pessoas que se alimentam delesNo caso de ambientes marinhos, é possível que se alastrem por quilômetros. Muitos organismos sofrem com a ação das substâncias tóxicas e são um risco potencial para as pessoas que se alimentam deles.



Diante do problema, pesquisadores de todo o mundo investigam os males causados por resíduos industriais em ambientes aquáticos. No Brasil, onde poucos grupos se dedicam ao tema, destaca-se o Laboratório de Toxicologia Celular da Universidade Federal do Paraná (UFPR).



“Há 10 anos trabalhamos com metodologias que avaliam o efeito de poluentes em células e tecidos vivos de peixes e outros vertebrados”, conta o biólogo Ciro Oliveira Ribeiro, do Departamento de Biologia Celular da UFPR.



“O dano varia conforme o poluente, o tipo de célula e o tempo de exposição”, explica o biólogo. As células acometidas podem apresentar falhas no metabolismo, alterações no DNA e, em casos extremos, morrer.



Em 2007, o grupo começou a avaliar os efeitos de metais tóxicos e biotoxinas em células de peixes. Nos animais aquáticos, a exposição a resíduos industriais pode ser especialmente grave, já que eles ficam em contato direto com as substâncias tóxicas lançadas na natureza.



As células acometidas podem apresentar falhas no metabolismo, alterações no DNA e, em casos extremos, morrerPor meio do chamado biomonitoramento, os testes são realizados tanto em laboratório quanto no meio ambiente, em animais coletados ou em células e tecidos cultivados para a pesquisa.



Em um dos experimentos, o peixe (Hoplias malabaricus, a traíra) recebeu alimento contaminado pelo metal cádmio. “Uma semana depois, a substância se mantinha depositada em seu aparelho digestivo”, relata Ribeiro.



Segundo o biólogo, o processo de absorção varia de acordo com o tipo de poluente. Os riscos causados por alguns deles podem ser graves para o animal e para as pessoas que venham a consumi-lo. Em seres humanos, os sintomas variam de disfunção do sistema reprodutivo e imunodepressão até mau funcionamento dos rins.


Peixe contaminado por cádmio


Autorradiograma do peixe 'Hypostomus platessoides' exposto ao cádmio-109 através do alimento. No detalhe, vê-se o aparelho digestivo do animal com acúmulo de cádmio, sete dias após a exposição ao metal. Esse e outros metais tóxicos são dificilmente absorvidos por organismos vivos (imagem: Claude Rouleau). Métodos de análise

O trabalho da equipe de Ribeiro faz parte de um projeto internacional [PDF] que emprega radiotraçadores e tecnologias de radioensaios para analisar riscos de contaminação de animais aquáticos.



O projeto, criado por Ross Jeffree, do Laboratório de Meio Ambiente Marinho, sediado em Mônaco, e Claude Rouleau, do Instituto Maurice Lamontagne, de Québec, no Canadá, conta com a colaboração de grupos de pesquisa de vários países, que realizam experimentos de modo autônomo e complementar. O laboratório da UFPR é o único que avalia danos celulares. A iniciativa teve o aval da Agência Internacional de Energia Atômica e entrou em andamento em 2007.


Traíra


Traíra ('Hoplias malabaricus'). Esse peixe de água doce da família dos cracídeos é usado nos experimentos do Laboratório de Toxicologia Celular da UFPR para estudar a absorção de substâncias tóxicas (metais tóxicos e biotoxinas) por animais que vivem em ambiente aquático (foto: Cláudio Dias Timm – CC BY-NC-SA 2.0) Uma dificuldade enfrentada pelos cientistas brasileiros no início da pesquisa foi padronizar o cultivo das células (hepatócitos de peixes) que seriam usadas no estudo. Uma vez estabelecida a metodologia, os trabalhos se voltam agora para a exposição dessas células aos poluentes mercúrio, cádmio, cobre, chumbo, benzopireno, tributilestanho, diclorodifeniltricloroetano (DDT) e cianotoxinas.



Os trabalhos se voltam agora para a exposição das células a mercúrio, cobre, chumbo e outros poluentesA próxima etapa do projeto desenvolvido pela equipe brasileira, a partir de 2011, envolverá o uso de metais radioativos para facilitar a localização dos poluentes no organismo de peixes.



Isso será realizado em parceria com o Laboratório de Radioisótopos Eduardo Penna Franca, da Universidade Federal do Rio Janeiro, e com o Instituto Maurice Lamontagne, que irá analisar os animais após a intervenção dos pesquisadores brasileiros.



Enquanto os estudos continuam em andamento, resta apostar no bom senso dos empresários e na denúncia dos abusos.

sábado, 16 de outubro de 2010

As Geleiras da Groelândia!

Greenpeace lança vídeo mostrando que as geleiras da Groenlândia estão se movimentando em velocidade recorde


Nesta página Notícia - 10 ago 2005




Greenpeace lançou esta semana um vídeo comprovando a previsão dos cientistas sobre o impacto acelerado das mudanças climáticas. As imagens mostram que as geleiras da Groenlândia estão derretendo a uma velocidade recorde. A descoberta sugere que a perda acelerada da camada de gelo da Groenlândia pode causar a elevação do nível do mar em um ritmo maior do que o estimado anteriormente.



"Isso significa que os cientistas terão de reavaliar os impactos do aquecimento global", disse Martina Krueger, do Greenpeace, que está a bordo do navio Arctic Sunrise junto com cientistas do Instituto de Mudanças Climáticas da Universidade do Maine, EUA. Os cientistas verificaram que a geleira Kangerdlugssuaq triplicou sua velocidade em nove anos. Eles também revelaram que a geleira regrediu aproximadamente cinco quilômetros em sua extensão desde 2001. Isso significa que, além da velocidade, seu derretimento também está mais intenso. Uma semana depois, os cientistas descobriram que a velocidade da geleira Helheim havia aumentado em mais de 40% nos últimos quatro anos.



Estes glaciares transportam gelo do centro da Groenlândia para o oceano e liberam icebergs. Juntas, as duas geleiras transportam 6% do gelo da Groenlândia e qualquer mudança na velocidade terá impacto significativo na elevação do nível do mar.



O Brasil também tem sua parcela de responsabilidade. O desmatamento da Amazônia torna o País um dos maiores poluidores mundiais. Só no ano passado, mais de 26 mil quilômetros quadrados foram desmatados na região. As emissões de CO2 provenientes do desmatamento e das queimadas na região são a principal contribuição do Brasil ao aquecimento global. Por sua vez, há cada vez mais evidências de que as mudanças climáticas estão tornando as florestas mais secas. E uma floresta mais seca leva a um maior número de queimadas, alimentando um ciclo vicioso e destrutivo.



"O Brasil precisa fazer sua lição de casa para barrar o aumento da temperatura em todo o planeta", disse Carlos Rittl, do Greenpeace. "Para isso, o governo brasileiro deve implementar medidas efetivas para reverter o processo de destruição da Amazônia, como o fortalecimento das instituições que atuam na região - como Ibama, Incra e Polícia Federal -, a criação de novas áreas protegidas e a efetiva implementação das já existentes".



Para o Greenpeace, o aumento na velocidade no movimento das geleiras mostra que o mundo está se esquentando em um ritmo muito perigoso. "Essas recentes descobertas na são um sinal claro sobre os riscos das mudanças climáticas. Esperamos que essa mensagem chegue às discussões dos ministros de Meio Ambiente que se encontrarão na Groenlândia na próxima semana", disse Martina. O chefe da pasta de Meio Ambiente da Dinamarca convidou ministros de 25 países para conversas informais sobre o aquecimento global, de 16 a 19 de agosto, em Ilulissat, na Groenlândia
Brasil que te quero verde


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Nesta página Notícia - 12 out 2010



Paira no ar a impressão de que finalmente o Brasil realiza o seu destino de ser uma grande nação. Embalados pela boa fase da economia, já antevemos o futuro que nos espera em 2029, quando o nosso PIB será igual ao da Alemanha.




A questão, no entanto, é se chegaremos lá defendendo um desenvolvimento típico do século passado, carregando conosco florestas destruídas e ar e rios poluídos, típicos de um ambiente incapaz de garantir nossa prosperidade pelas décadas seguintes.



O Brasil, mais do que qualquer outra nação, tem condições de virar a civilização exemplar do século 21, garantindo prosperidade sem devastar seus recursos e suas belezas naturais. Num planeta onde restam poucas florestas e que está à beira de uma crise climática, temos riquezas que ninguém mais tem.



Viramos potência agrícola mantendo mais da metade de nosso território coberto por florestas. Não há razão, portanto, para não termos uma política de desmatamento zero. Também sustentamos nosso crescimento com uma matriz em que 80% da geração elétrica é baseada em fontes renováveis. Sujá-la, em nome do progresso, é como engatar uma marcha-ré.



Infelizmente, ainda há quem diga que para desenvolver é preciso devastar. Insistem que para ter energia o Brasil precisa investir em combustíveis fósseis e que para expandir sua agricultura o único caminho é seguir derrubando nossas matas. Eles se esquecem do nosso próprio exemplo. Preferem importar modelos de outros países, como se o Brasil, para crescer, precisasse imitar os outros.



Os dois candidatos que sobraram na disputa pela Presidência da República parecem presos a esse modelo de futuro atrasado. Mas têm agora a oportunidade de dizer se querem fazer o Brasil andar para frente ou simplesmente ficar parado no tempo, talvez mais rico, porém devastado como qualquer outro país desenvolvido.



Durante a campanha do primeiro turno, o debate praticamente não contemplou aquestão ambiental. Serra e Dilma precisam corrigir esta lacuna e dizer claramente o que pensam e qual o seu projeto sobre o futuro de nossas florestas e o de nossa geração de energia, temas que estão radicalmente ligados ao futuro do Brasil e do planeta.



Só assim o eleitor poderá decidir qual dos dois tem propostas concretas para gerar riqueza sem devastar a nossa fortuna ambiental.



Vote por um Brasil mais verde e limpo.

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PENSE NISSO!

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AGRADEÇA O QUE VOCE TEM!

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